Terra costuma ser vista como um dos ativos mais seguros do mercado, afinal a área está lá, não desaparece, tende a se valorizar ao longo do tempo e pode se transformar em diferentes tipos de empreendimento.
Por isso, muitas pessoas passam a olhar para terrenos como uma forma de investimento de longo prazo. Mas existe um aspecto desse tipo de ativo que raramente aparece nas conversas iniciais.
Terra não é apenas um ativo patrimonial. Ela também é um ativo institucional e territorial.
Isso significa que o valor de uma área não depende apenas de sua localização ou do tamanho do terreno, mas de fatores como: zoneamento e uso permitido do solo, infraestrutura existente ou prevista, relação com o poder público, viabilidade de aprovação de projetos e estrutura fundiária da área.
Em muitos casos, investidores compram terrenos imaginando um determinado tipo de desenvolvimento e descobrem depois que o cenário real é bastante diferente.
Podem existir limitações urbanísticas, entraves ambientais ou ainda dificuldade de aprovação de projetos.
Isso não significa que a área não tenha valor, mas que o desenvolvimento daquele ativo exige leitura cuidadosa do território e planejamento de longo prazo.
Outro ponto importante é que muitos terrenos acabam permanecendo anos sem desenvolvimento justamente porque faltou essa análise inicial.
A área existe e o potencial também. Mas transformar terra em projeto exige mais do que vontade de investir. Exige compreensão do contexto jurídico, urbanístico e institucional que envolve aquele território.
No mercado imobiliário, muitas oportunidades surgem justamente quando essas variáveis são compreendidas com clareza desde o início.
No MVTLaw, acompanhamos diferentes projetos que nascem exatamente desse tipo de análise estratégica do território. Porque, no fim das contas, investir em terra vai além de adquirir um ativo: é compreender o que aquele território pode se tornar ao longo do tempo.